O poder da mentalização para alta performance no esporte

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O poder da mentalização para alta performance no esporte

Larissa Luna

Larissa Luna

A área esportiva é uma das que mais documenta a utilização dos recursos da mentalização. Pois é adotada pelos técnicos, treinadores, psicólogos e demais profissionais das equipes, cada um com seu método, para garantir a alta performance técnica dos esportistas.

O uso de recursos de mentalização faz parte do trabalho que é realizado com eles durante os treinos, no momento da competição e até depois. Para equalizar estados emocionais provenientes de uma derrota, da euforia da vitória ou resultante de um esforço excessivo.

No artigo “Preparação psicológica de lutadores: mentalização”, publicado na Tatame – A Revista do Lutador, o autor Leandro Paiva descreve que “numa luta de Jiu-jitsu, Submission, Grappling e Vale Tudo, as decisões são tomadas em frações de segundo. E a obsessão seguida de lerdeza de raciocínio pode custar caro ao atleta. Muitas vezes para ganhar um combate, o lutador, além de ser mais técnico e forte, deve ser também mais inteligente. E fazer uso da agilidade mental para descobrir os erros de seu oponente e utilizar isto a seu favor antes do término da luta.”

Alguns atletas campeões de alto nível, como Bibiano Fernandes e Ronaldo Jacaré, na situação que precede alguns treinos e principalmente na competição, costumam imaginar os movimentos que executarão. Repetindo algumas vezes essa representação mental, chegando até em alguns casos a dividi-los em partes, dentro de uma sequência correta tecnicamente.”, descreveu.

Ao finalizar o artigo ele destaca que “a mentalização ou visualização de imagens (Treinamento Mental) não substitui a prática técnica e por si só não garante o sucesso da performance. O treinamento prático, a princípio, é superior ao Treinamento Mental, mas a combinação dos dois conduz a melhores resultados”, concluiu.

Há vários fatores que parecem determinar o quanto a mentalização pode melhorar o desempenho e deve-se estar sempre ciente deles. Em primeiro lugar, considera-se a natureza da tarefa, pois atividades envolvendo componentes cognitivos (percepção, tomada de decisão, etc.), se beneficiam mais da mentalização. O segundo aspecto leva em conta o nível de habilidade do indivíduo. Um terceiro ponto importante a ser considerado é a capacidade de mentalização do indivíduo. Isto é, conseguir criar imagens nítidas e ter controle sobre elas.

 A mentalização não deve substituir o treinamento técnico ou físico e, sim, ser acrescentado a eles. Exceto em caso de atletas lesionados ou desgastado demais.

Dessa forma os atletas conseguem reduzir seu tempo de aprendizado e maior habilidade na execução propriamente dita. Além disso, ele estará também treinando concentração, tão necessária para atletas de qualquer modalidade.

Por Fabiula Blum